Como se forma um fóssil?

Bem, antes de mais, deves ter a noção de que não é fácil formar-se um fóssil, pois normalmente depois de um organismo morrer o seu corpo é decomposto por outros seres vivos decompositores ou comido por predadores. De um modo geral, as etapas que levam à formação de um fóssil são as seguintes:

1 – Para se formar um fóssil é necessário que o corpo do ser vivo (animal ou planta) seja enterrado por sedimentos finos e protegido da decomposição.

2 – As partes moles decompõem-se (e também algumas partes duras menos resistentes) devido à atividade dos decompositores que vivem nos sedimentos.

3 – Com o passar do tempo, acumulam-se várias camadas de sedimentos sobre o organismo. Os sedimentos sofrem processos de mineralização que os transformam em rocha (atenção: estes processos durante milhões de anos….)

4 – As partes duras do organismo são mineralizadas. Os mesmos processos de mineralização que atuam sobre os sedimentos acabam por ao mesmo tempo atuar sobre o fóssil, deixando-o preservado na rocha que entretanto se formou.

5 – Com o passar do tempo, e ao fim de muitos milhões de anos, as camadas onde o fóssil está enterrado acabam por ser erodidas e trazidas à superfície, expondo o fóssil.

Assim, os restos dos corpos raramente duram tempo suficiente para sofrer mineralização, que é o processo que vai permitir preservar esses restos. Por isso também é que normalmente as partes que fossilizam mais facilmente são as partes duras (como os dentes, conchas ou ossos), já que as partes moles do corpo se decompõem mais rapidamente.

Quanto mais partes duras tiver o corpo de um organismo, maior é a probabilidade de se formar um fóssil. Por isso é que é mais provável formar-se um fóssil de um animal (com esqueleto) do que de uma planta, que praticamente só tem partes moles (a não ser que seja uma árvore…).  Do mesmo modo, se um animal morrer de morte natural terá melhor probabilidade de fossilizar, pois os predadores comem os animais que caçam.

A imagem seguinte exemplifica bem o que foi dito.

As belemnites eram animais muito parecidos com as lulas de hoje. O seu corpo era maioritariamente constituído por partes moles, mas tinha no seu interior um esqueleto semi-rígido. Hoje, as partes que restaram destes animais são pequenos fragmentos, parecidos com balas, que correspondem à parte terminal do esqueleto e que mineralizaram. As partes moles decompuseram-se.

 

Condições do ambiente necessárias à fossilização

As condições que impedem a decomposição são, por motivos óbvios, as que facilitam a formação de um fóssil.

- Ausência de oxigénio. Os organismos decompositoras são aeróbios, isto é, precisam de oxigénio para sobreviver. Assim, onde não houver oxigénio a atividade destes organismos é muito reduzida ou quase nula.

- Temperaturas mais baixas. Baixas temperaturas também reduzem a atividade dos organismos decompositores. É um pouco o que se passa com o teu frigorífico, que usas para proteger os alimentos durante mais tempo.

- Ambientes de águas calmas. A água é um bom agente transportador de sedimentos. Esses sedimentos transportados pela água vão enterrar rapidamente o organismo, protegendo-o da decomposição. Contudo, estes só se depositam sobre o organismo se as águas não estiverem muito agitadas. O facto de a água normalmente ter uma temperatura mais baixa que o ambiente terrestre também ajuda a preservar o corpo do organismo.

6 Comments

  1. Éshiley - 31 de Julho de 2014

    também espero que minhas 2 professoras de ciencias (Mayri e Ana Paula) gostem da pesquisa, bjus .

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